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Ansiedade: monstro de sete cabeças ou animal domesticado?

 
Saúde & Bem-estar

Ansiedade: monstro de sete cabeças ou animal domesticado?

Na sociedade em que vivemos são cada vez mais os casos de ansiedade marcam, na sua maioria, o dia-a-dia das mulheres. Devido ao stress do trabalho ou filhos, crise atual, dificuldades num relacionamento ou até o seu rompimento, são todos fatores que tendem a piorar ou promover um estado de ansiedade constante. Tudo isto pode facilmente tornar-se numa espiral em declínio para a saúde mental e física das mulheres.

Mas afinal, o que é a ansiedade?

Ansiedade, nervosismo ou estado de “angústia” é uma característica biológica do ser humano. Este mecanismo serve para anteceder cenários de perigo real ou imaginário, onde o corpo desencadeia sensações desagradáveis como dores de estômago, batimento cardíaco acelerado, medo intenso, aperto forte na zona do tórax, transpiração, tremores, etc. A ansiedade, no fundo, trata-se de uma estado emocional que surge em consequência de algum acontecimento ou ato. Também se pode traduzir num sentimento de insegurança ou medo sem grande fundamento que o justifique, podendo existir vários graus de ansiedade. Se for numa dose certa, irá funcionar como estimulante, caso contrário, interferir na vida de uma mulher a vários e preocupantes níveis.

Sintomas de ansiedade

A ansiedade possui sintomas próprios e variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns passam por:

  • Náusea ou desconforto gástrico
  • Palpitações ou aceleração do batimento cardíaco
  • Dores de cabeça
  • Dores musculares
  • Medo injustificável de algo ou alguém

O que causa a ansiedade?

Acredita-se que a ansiedade ou o medo intenso, não surgem por acaso na vida:

  • Vivências interpessoais traumatizantes ou problemas de infância podem estar na origem da causa destes sintomas.
  • Vertente biológica, como anomalias no equilíbrio químico do cérebro ou distúrbios hormonais.
  • Dificuldades a nível psicológico ou emocional também são consideradas grandes fatores de agravamento da ansiedade.
  • Abuso de determinadas substâncias como o tabaco, álcool, café, chá e drogas diversas.

Ansiedade e outros distúrbios psicológicos

Num elevado número de casos, a ansiedade é associada a outros distúrbios de foro psicológico ou mal diagnosticados. É de extrema importância saber separar este estado emocional/psicológico dos restantes. No caso de dúvida, consulte o seu médico.

Stress e ansiedade são a mesma coisa?

Não. O stress consiste numa reação de resposta a agressividades a que é sujeita no seu quotidiano, tais como: emoções, choques, ruídos, mudanças em determinados campos da vida – trabalho, casa, família, etc. Se estes estímulos forem agressivos, o stress poderá conduzir a um estado de ansiedade ou aparentar sintomas semelhantes. Em casos extremos, o stress contínuo poderá conduzir a doenças graves no campo psicossomático.

Ansiedade e ataques de pânico: quais as diferenças?

 Na sua generalidade, os ataques de pânico consistem numa manifestação muito forte da angústia, podendo ter ou não, causas justificáveis:

  • Quando alguém sofre de um ataque de pânico, poderá ficar paralisado, isto é, não se consegue mexer ou até falar, podendo experienciar uma sensação aguda de asfixia e/ou medo de morrer.
  • Também poderá passar por ataques de choro compulsivos onde o estado mental poderá torna-se débil no momento.

Podemos afirmar que os ataques de pânico comparativamente com ataques de ansiedade ou sentimento contínuo de ansiedade diferem no nível ou desgaste físico/mental de uma pessoa, sendo o primeiro muito mais agressivo que o segundo.

Ansiedade vs depressão

A ansiedade pode fazer parte dos sintomas da depressão, porém não significa que uma pessoa com ansiedade esteja depressiva. Para melhor compreender, a ansiedade encontra-se incluída no quadro clínico de pacientes diagnosticados com depressão, no que toca a alterações de humor e vários estados da doença. Podemos afirmar que, na sua maioria, as pessoas que sofrem de depressão também sofrem de ansiedade. Por outro prisma, a ansiedade pode ser manifestada em pessoas sem qualquer tipo de depressão mas se for elevada e contínua poderá, eventualmente, conduzir a algum tipo de depressão.

Como tratar a ansiedade

Caso sofra de ansiedade, pondere tentar controlar os sintomas de acordo com o seu quotidiano, de forma natural e positiva. Apesar de ser possível controlar estes sintomas, se o seu caso for mais grave aconselha-se uma consulta médica para receber um tratamento adequado e de acordo com a sua condição.

Para ajudar a controlar a sua ansiedade e, consequentemente, a sua vida, siga as seguintes dicas:

Mude a sua atitude perante o problema

Mantenha-se longe dos dramas que possam conduzir a uma excessiva preocupação do seu problema, ou seja, encare esta condição de frente e mude a sua atitude perante ela. Este método fará com que se controle com mais força quando se sentir insegura.

Admita as suas limitações e peça ajuda

A melhor forma de lidar com a ansiedade é admitir o problema que tem e arranjar ajuda para os momentos em que se sentir mais vulnerável. Desta forma será mais fácil e menos stressante lidar com os sintomas e terá alguém para a apoiar.

Aposte em exercícios de respiração

Foque-se na sua respiração através de exercícios próprios. Inspire e expire calmamente durante algum tempo e, se for preciso, faça meditação – esta é uma excelente forma de controlar os ataques de ansiedade.

Cultive pensamentos positivos

Afaste esses pensamentos negativos da sua mente e tente focar numa vertente mais positiva da sua vida ou daquilo que a rodeia. O pensamento negativo possui uma força muito grande na mente e abandonar esse ciclo será o melhor caminho para evitar a ansiedade.

Identifique a causa da sua ansiedade

É muito importante identificar o que lhe causa mais ansiedade, se é algo ou alguém, ou determinada situação na sua vida. Após este processo tente manter-se longe desse gatilho.

Aposte numa atividade relaxante

Arranje algo relaxante para fazer, seja exercício físico ou um passatempo que lhe agrade. Irá manter a sua mente ocupada com algo que lhe traz alegria e sossego, o que será um benefício de extrema importância para controlar os ataques de ansiedade.

Comentários (1)
Paula Carvalho
Sábado, 17/05/2014 - 07:52
O artigo está sucinto, mas com elementos chave para uma ajuda para quem precisa. Sem descrições irreais ou inatingíveis para quem pretende tirar proveito. Eu diria, muito bom!