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vou ser mãe do meu ex-namorado. Alguém na mesma situação?

 
Por MARMAF
Sábado, 30 Julho 15:59
vou ser mãe do meu ex-namorado. Alguém na mesma situação?

Olá meninas,

A minha vida sempre se pautou por situações pouco convencionais. Depois de um namoro longo durante a adolescência e juventude, vivi este últimos anos de uma forma muito independente. Tive bastantes "casos", namoros, mas acabava sempre sozinha. Era um sentimento de não me conseguir envolver emocionalmente com ninguém a sério, ou, se me envolvia, era com homens também instáveis. Vivi por isso uma vida de mulher independente, com muito movimento, amigos, saídas, etc.

O tempo foi passando e, numa altura em que precisava de colocar um ponto final numa daquelas histórias intermináveis de um relacionamento que só me fazia mal, conheci o pai da minha filha, num jantar de um grupo. Era diferente de tudo aquilo que sempre tive. Calmo, ponderado, tímido... no início passou-me despercebido. Com o passar dos dias, ele começou a falar comigo, já que tínhamos muitos interesses em comum e criamos uma amizade. Essa amizade cresceu rápido e, quando me dei conta, já namorávamos.
Talvez pela idade dos dois, precipitamo-nos e, num abrir e fechar de olhos, e porque a oportunidade surgiu, já estávamos a viver juntos. Foi uma experiência que não correu bem. Não porque nos tivéssemos chateado, antes pelo contrário. Mas parecíamos dois estranhos, a quem a comunicação havia desaparecido. A verdade é que não me sentia em casa. Uma noite, quando não aguentamos mais, falamos muito seriamente e decidimos que não éramos mais do que bons amigos. Voltei para a casa arrendada, que dividia com a minha irmão e até já andava à procura de um aparcamento para mim. Foi então que descobri que estava grávida. Foi um dos dias mais felizes da minha vida, para mim e para o pai da minha filha. Era e é uma criança muito desejada. Estranho, não?
Depois de muito falar, e depois de muito pensar, achei que a melhor solução não seria voltar a viver em casa dele, como amiga, só porque estava grávida. Isso poderia ser meio caminho para nos chatear e estragarmos a boa relação de amizade e sentido de família que tínhamos. Nem poderia pensar em, futuramente, sair daquela casa uma segunda vez, dessa vez com uma filha, porque poderia não aguentar. E eu não sei quando ele resolverá refazer a sua vida com outra pessoa.

Hoje espero a minha filha, com muita alegria, mas também com um sentimento muito forte de solidão. Acho que nem consigo expressar por palavras aquilo que sinto. Para além de ter tido algumas surpresas desagradáveis com alguns amigos, sinto-me uma fracassada. É um misto muito estranho de sentimentos, porque sei que não sou apaixonada pelo pai da minha filha, mas , e por mais que estejamos presentes na vida um do outro, mais uma vez acabo a dormir sozinha, num momento em que não percebo como ele não me vê como uma mulher por quem vale a pena lutar e não só uma amiga.

A minha cabeça não para e ele coitadinho, sei que gosta muito de mim e detesta ver-me assim, mas não consigo explicar-lhe o que sinto, até porque não tenho esse direito. Porque no fundo sei que também é sentimento de perda e morro de medo que ele se apaixone por alguém, apensas porque não entendo como é assim tão fácil para ele, nesta altura.

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